Insulina no Culturismo (Parte 1: definições gerais)

Novos estudos sugerem que que ao controlarmos a hormona Insulina podemos condicionar o nosso corpo a queimar gordura e construir massa muscular num ciclo diário.
01.02.2017

A Insulina é uma hormona responsável pela redução da glicémia (taxa de glicose no sangue), ao promover a entrada de glicose nas células. Esta é também essencial no metabolismo de sacáridos (hidrato de carbono), na síntese de proteínas e no armazenamento de lípidos (gorduras).

É produzida nas células beta das ilhotas de Langerhans, do pâncreas endócrino. Atua numa grande parte das células do organismo, como nas células presentes no fígado, em músculos e no tecido adiposo, contudo não actua em células específicas cujos transportadores membranares não são sensíveis à insulina, como é o caso das células nervosas.

Quando a produção de insulina é deficiente, a glicose acumula-se no sangue e na urina, destruindo as células por falta de abastecimento: diabetes mellitus. Para doentes nessa condição, a insulina é providenciada através de injecções, ou bombas de insulina. Recentemente foi aprovado o uso de insulina inalada. Porém, ainda existem controvérsias acerca do uso do produto comercializado pela Pfizer. A agência de saúde britânica não recomenda o uso.

A insulina é um polipéptido de estrutura química plenamente conhecida, e pode ser sintetizada a partir de diversos animais. Mais recentemente, surgiram os medicamentos análogos de insulina, que constituem moléculas que, não sendo insulina, possuem as mesmas características químicas e portanto reactivas, são moléculas "de insulina" modificadas em laboratório.” (Definição oficial da Wikipédia)

O controlo da produção de insulina pelo corpo é um sistema muito complexo.

Devemos ter em conta os seguintes pontos:

  • O músculo é composto de proteína. Para construir músculo, ocorpo deve sintetizar mais proteína do que a que cataboliza
  • A insulina é responsável pelo crescimento muscular e armazenamento de glicogénio nos músculos
  • Excesso de produção de insulina levará ao armazenamento de gordura corporal e à inibição da queima de gordura
  • Para construir músculo e queimar gordura no mesmo dia, devemos manipular a nossa produção de insulina consumindo hidratos de carbono estrategicamente, priorizando o seu consumo ao redor do treino

Vamos esquecer a ideia da sazonalidade de ganhar massa muscular e perder gordura, e vamos concentrar-nos em faze-lo diariamente, manipulando a insulina de forma a maximizar os ganhos musculares, e ao mesmo tempo controlar a percentagem de gordura.

A insulina pode ser visto com uma aliada poderosa para o crescimento muscular ou um enorme inimigo para a perca de gordura, mas afinal sendo ambas definições características da mesma qual a faceta da insulina que nos diz respeito? Ora bem, as duas vertentes podem e devem ser manipuladas de forma a ser direccionadas face ao nosso objectivo.

A insulina deverá ser considerada como uma arma que usaremos em função do nosso objectivo, e não como algo apenas bom ou algo apenas mau, pois essa visão reducionista é prejudicial e contraproducente para a aprendizagem e evolução.

Conforme seja a nossa direcção de momento no fitness, será o rotulo que atribuiremos à insulina: se desejamos perder gordura, encaramos a insulina como a hormona “má” que inibe a queima de gordura e promove o armazenamento da mesma; se por outro lado desejamos o crescimento muscular a insulina é a rainha do anabolismo e deusa do anticatabolismo.

A insulina pode então ser amiga e inimiga, dependendo da circunstância, é como uma arma, pode matar-nos ou salvar-nos. A boa notícia é que com o conhecimento que temos hoje em dia podemos prever como a mesma irá agir e aproveitar essa sapiência para nossa vantagem.

A insulina é uma hormona anabólica. Na verdade, é ainda mais anabólica do que a hormona de crescimento, mas acarreta o problema de ser indiscriminadamente anabólica e não se importa realmente se está a contribuir para a construção de massa muscular ou a ajudar no processo de armazenamento de gordura. De facto não podemos culpar a insulina de nada, é apenas uma hormona a desempenhar a sua função, que principalmente é manter os níveis de glicose no sangue seguros e estáveis (cerca de 80-100mg/dl).

Se os níveis de glicose no sangue sobem acima de 100, o pâncreas segrega insulina para baixar estes níveis. O que a insulina fará é transportar a glicose extra presente no sangue e armazena-a de forma segura num dos três possíveis depósitos:

  • Glicogénio muscular
  • Glicogénio hepático
  • Tecido Adiposo

Se bem que preferíamos essencialmente o deposito da glicose extra nos músculos, a insulina irá por si mesma apenas cumprir a sua função, cabe a nós manipular a mesma para conduzir estes excessos para o deposito que mais nos interessa.

Escrito por:

José Quinta

José Quinta


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